quarta-feira, janeiro 30, 2008

Cartões de crédito...

Crédito... você trata suas amizades como se fossem credores? Qual o juro por "mora dia", ou mensal que você cobra? Não adianta dizer que não cobra...porque cobra!

Mesmo que de forma inconsciente. Tratamos nossas relações permeadas por transações sentimentais. "AHhh, ele fez isso comigo agora vou dar o troco!"

Troco!? Que troco.... não tem troco...tem juros...quanto 10%!?

Dez por cento de que? De retalhos de amizade?

Na forma humana de pensar e de sentir ainda há resquícios de companheirismo, compreensão, solidariedade, humildade. Mas isso deve ser cobrado na casa dos milésimos percentuais. Cobramos outras coisas fúteis, sem menor sentido. Abstraímos, fragmentamos da nossa memória e deixamos de lado o todo pelo ínfimo e fútil acontecimento recente.

Não enxergarmos mais o todo. Criamos medo e descartamos sem a menor desculpa. Vago. Vago. Aqui se compõe um texto vago. Não acredito. Vago para aqueles que precisam de algo palpável para entender minha reflexão.

...
Hoje ou amanhã vou assistir um filme que com certeza vai preencher minha substância cefálica de algo a mais.
Enquanto isso espero também encontrar o fim contabilístico, recheado de juros sentimentais dos Irmãos Karamázovi e descobrir como um filho "bastardo"e epiléptico pode se tornar um dos maiores guitarristas de todos os tempos...
ahh... um último lembrete...
...os cartões de crédito corporativo...usados por ministros e aspones já contabilizaram mais de 7 milhões de reias em gastos...só no começo deste ano. Free Shop, restaurantes, se bobear até motel! Em 2007 forma gastos mais de 75 milhões de reais (veja algumas notícias sobre, nos links abaixo)...
e vamo que vamo...
notícia 2
quer saber mais...procura vagabundo!!

segunda-feira, janeiro 28, 2008

as companhias e as idades...

A palavra cansado cai bem... mas eu não cai!
A minha autocrítica está cada vez mais afiada ao longo dos anos...
Acho que isso se chama experiência de vida.
Domingo, 27 de Janeiro de 2008, D14, O Estado de S. Paulo. Li uma única passagem que fez valer todo o texto de Luís Fernando Veríssimo sobre “Ter ou não ter idade.”

“Chama-se vida essa lenta transformação da frase, de ainda não ter idade para não ter mais idade”.

Para aqueles que não entenderam a sentença... deixo a aqui a desculpa de estar ela fora do contexto desabafo do escritor citado. No entanto, para o bom entendedor meço aqui minha reflexão sobre dias em que me vejo com idade suficiente para buscar opções das mais diversas possíveis.

A beira de mais uma primavera observo que tenho o momento certo para o esporro, outro para o silêncio (me calar mais, pois isso incomoda mais do que o resmungo) e deixar meu amor pelo que eu faço e por aqueles que estão de verdade bem próximos de mim, me inspirar e me fazer expirar.

Em um fim de semana coloquei a prova minha autocrítica, sensibilidade, capacidade de trabalho, perseverança e até minha saúde. “A Marco... você faz o que gosta... até parece... você dorme até tarde depois... é só descansar”. E tenho que ouvir isso de idiotas (me desculpe, mas não tenho outra palavra para retribuir tal observação).

Ai me calo... ou melhor deixo dizerem... tem gente que fala uma coisa e faz outra... isso é normal no mundo... por isso que vamos todos pro buraco.
Descubro a cada dia que vou sempre ter idade suficiente para tudo o que eu quiser fazer se meu espírito e minha vontade estiverem do lado de gente que realmente me ama (eu já sei quem são) e simplesmente dar somente um “oi” para situações passageiras. A ladeira é grande mas tenho força e vontade.