
Depois de 13 horas de fila para comprar ingressos e de extrema ansiedade até o dia 20 de fevereiro, uma Van lotada de Fãs do U2 partiu de Limeira às 13 horas com destino ao tão sonhado show da banda irlandesa. Dos 14 tripulantes apenas três estiveram no show de 1998 da Turnê Pop Mart. Para os outros amigos era tudo novidade. Mesmo assim ao chegarmos no estádio do Morumbi entramos com muita facilidade pelos portões e a imagem do palco da turnê Vertigo fez com que todos começassem a gritar, aliviar parte daquela ansiedade que insistia em tomar conta de todos. Com direito a dois bis e um final calmo e tranqüilo o U2 mostrou a força de suas canções ao vivo.
Depois da abertura da banda escocesa Franz Ferdinand, que empolgou mais de 70 mil pessoas com hits como Take Me Out e Do You Want To. Um pouco mais de meia hora depois as luzes do Morumbi voltaram a se apagar e no meio da nuvem de fumaça surgiram The Edge, Larry Mullen Jr. e Adam Clayton. “Mas cadê o Bono?” Foi o que ouvi de inúmeros fãs anônimos e precoces. Eu disse: “calma, olha para o meio do povo meu amigo”. E lá estava Bono Vox e sua jaqueta virada do avesso com a bandeira do Brasil estampada. Pronto, ele conquistou a platéia. Conquistou todos. Mas havia algo de errado. O som não estava nítido, não estava forte. Os amigos da excursão já haviam se dispersado então fiquei entre o jornalismo e a felicidade de um fã. Logo de cara sabia que mesmo com o som ruim seria difícil não me entregar àquela magia. Então cantei e ao mesmo tentei observar as inúmeras reações das pessoas à volta.
A primeira música, City of Blinding Lights, do último disco, mostrou a guitarra sem muita definição e no geral, o som estava fraco, sem a potência que pelo menos eu esperava. Para um jornalista e músico isso é fator determinante para atacar de críticas um show. Este foi o único fator abaixo da qualidade que se esperava da estrutura de som montada. Duas torres enormes de som em cada lado do palco com mais outra quantidade de caixas no centro, na altura do palco. Isso foi notado por muitos outros fãs de carteirinha. “Mas e daí?” Foi o que os fãs em geral disseram. Nilton Nacaguma, 35 e Rene Eduardo Zannini, 23, que estiveram no show de 1998 notaram isso, mas não puderam se conter diante da magia de toda aquela parafernália de luz, fumaça e imagens. Tudo se encaixava de forma teatral à presença de palco do U2.
É engraçado descobrir que Bono não sabe tocar direito sua guitarra, e isso até ele mesmo já disse. Mas todos sabem qual é o forte dele. Apesar da idade foi possível notar na música Miss Sarajevo que a potencia vocal do jovem Paul Hewson (verdadeiro nome de Bono) ainda está dentro dele.
O que caracteriza o U2 é soma de singularidades individuais que em conjunto transmitem muita energia. É impossível pensar em U2 sem a linguagem inovadora da guitarra de The Edge, sem o baixo simples, mas extremamente sólido de Adam Clayton e sem a batida extremamente singular de Larry Mullen Jr. Podem não ser individualmente instrumentistas virtuosos, mas este quatro rapazes, com mais de 20 anos de carreira, são sólidos no conjunto e performance de palco. São tão fortes que impressionam até mesmo àqueles que não gostam do som do U2. Músicos como Joe Satriani e a bandas como Dream Theater e Sepultura reconhecem isso. Ambas as bandas regravaram suas músicas. A banda brasileira de trash metal regravou a música Bullet the Blue Sky e o guitarrista Andreas Kisser estava lá para conferir o show.
A crítica deve reconhecer que o U2 deixa, ao longo dos anos de sua existência, canções que perduram e atravessam modismos. Por isso que em 2005 os irlandeses entraram para o Rock’n’Roll of Fame, ao lado de grandes nomes como The Beatles, The Who e The Rolling Stones. Independentemente das causas humanitárias e políticas de Bono, que para muitos serve de propaganda, é fato que hoje eles estão no topo e seus fãs estão renovados. Na caravana de Limeira tinha gente que conhecia as músicas mais recentes, outros as mais antigas e outros que praticamente escutam e vivem tudo do U2 diariamente. Os anônimos que encontramos lá gente que curtiram mais as músicas dos anos 80, outros reconheciam mais as canções da década de 90 e a maioria estava ligada nas canções mais recentes. Eram crianças com 10 anos de idade até “cinquentões” que enfrentaram filas e acamparam na porta do estádio e se divertiram ao som de New Years day, Until the End of World, One, All Because of You e muitas outras. O show do dia 20 de fevereiro, assim como certamente foi o dia 21, mostrou para todos, banda, fãs, promotores, meios de comunicação, o quanto o rock, ainda é forte e possui muito mais de 140 mil seguidores. No final a caravana de Limeira se encontrou e exausta, mas feliz só tinha uma palavra para defini este dia: Inesquecível.
Certamente o U2 não vai fazer tanto corpo mole para voltar ao Brasil. Mas da próxima vez esperamos um pouco mais de organização dos promotores na venda de ingressos e certamente mais shows em outros lugares do país. E fica o aviso, por favor, não subestimem a força da maior banda pop do planeta, muito menos seus fãs.
Depois da abertura da banda escocesa Franz Ferdinand, que empolgou mais de 70 mil pessoas com hits como Take Me Out e Do You Want To. Um pouco mais de meia hora depois as luzes do Morumbi voltaram a se apagar e no meio da nuvem de fumaça surgiram The Edge, Larry Mullen Jr. e Adam Clayton. “Mas cadê o Bono?” Foi o que ouvi de inúmeros fãs anônimos e precoces. Eu disse: “calma, olha para o meio do povo meu amigo”. E lá estava Bono Vox e sua jaqueta virada do avesso com a bandeira do Brasil estampada. Pronto, ele conquistou a platéia. Conquistou todos. Mas havia algo de errado. O som não estava nítido, não estava forte. Os amigos da excursão já haviam se dispersado então fiquei entre o jornalismo e a felicidade de um fã. Logo de cara sabia que mesmo com o som ruim seria difícil não me entregar àquela magia. Então cantei e ao mesmo tentei observar as inúmeras reações das pessoas à volta.
A primeira música, City of Blinding Lights, do último disco, mostrou a guitarra sem muita definição e no geral, o som estava fraco, sem a potência que pelo menos eu esperava. Para um jornalista e músico isso é fator determinante para atacar de críticas um show. Este foi o único fator abaixo da qualidade que se esperava da estrutura de som montada. Duas torres enormes de som em cada lado do palco com mais outra quantidade de caixas no centro, na altura do palco. Isso foi notado por muitos outros fãs de carteirinha. “Mas e daí?” Foi o que os fãs em geral disseram. Nilton Nacaguma, 35 e Rene Eduardo Zannini, 23, que estiveram no show de 1998 notaram isso, mas não puderam se conter diante da magia de toda aquela parafernália de luz, fumaça e imagens. Tudo se encaixava de forma teatral à presença de palco do U2.
É engraçado descobrir que Bono não sabe tocar direito sua guitarra, e isso até ele mesmo já disse. Mas todos sabem qual é o forte dele. Apesar da idade foi possível notar na música Miss Sarajevo que a potencia vocal do jovem Paul Hewson (verdadeiro nome de Bono) ainda está dentro dele.
O que caracteriza o U2 é soma de singularidades individuais que em conjunto transmitem muita energia. É impossível pensar em U2 sem a linguagem inovadora da guitarra de The Edge, sem o baixo simples, mas extremamente sólido de Adam Clayton e sem a batida extremamente singular de Larry Mullen Jr. Podem não ser individualmente instrumentistas virtuosos, mas este quatro rapazes, com mais de 20 anos de carreira, são sólidos no conjunto e performance de palco. São tão fortes que impressionam até mesmo àqueles que não gostam do som do U2. Músicos como Joe Satriani e a bandas como Dream Theater e Sepultura reconhecem isso. Ambas as bandas regravaram suas músicas. A banda brasileira de trash metal regravou a música Bullet the Blue Sky e o guitarrista Andreas Kisser estava lá para conferir o show.
A crítica deve reconhecer que o U2 deixa, ao longo dos anos de sua existência, canções que perduram e atravessam modismos. Por isso que em 2005 os irlandeses entraram para o Rock’n’Roll of Fame, ao lado de grandes nomes como The Beatles, The Who e The Rolling Stones. Independentemente das causas humanitárias e políticas de Bono, que para muitos serve de propaganda, é fato que hoje eles estão no topo e seus fãs estão renovados. Na caravana de Limeira tinha gente que conhecia as músicas mais recentes, outros as mais antigas e outros que praticamente escutam e vivem tudo do U2 diariamente. Os anônimos que encontramos lá gente que curtiram mais as músicas dos anos 80, outros reconheciam mais as canções da década de 90 e a maioria estava ligada nas canções mais recentes. Eram crianças com 10 anos de idade até “cinquentões” que enfrentaram filas e acamparam na porta do estádio e se divertiram ao som de New Years day, Until the End of World, One, All Because of You e muitas outras. O show do dia 20 de fevereiro, assim como certamente foi o dia 21, mostrou para todos, banda, fãs, promotores, meios de comunicação, o quanto o rock, ainda é forte e possui muito mais de 140 mil seguidores. No final a caravana de Limeira se encontrou e exausta, mas feliz só tinha uma palavra para defini este dia: Inesquecível.
Certamente o U2 não vai fazer tanto corpo mole para voltar ao Brasil. Mas da próxima vez esperamos um pouco mais de organização dos promotores na venda de ingressos e certamente mais shows em outros lugares do país. E fica o aviso, por favor, não subestimem a força da maior banda pop do planeta, muito menos seus fãs.

Roteiro Teatral
A seqüência do show do U2 tem um caráter teatral que é realçado pelas imagens dos telões e pelas luzes espalhadas por todo o palco e estádio. No show do dia 20 o U2 tocou 23 canções. Bono tocou um pedaço de Norwegian Wood dos Beatles e disse várias coisas em português. Antes de Beautiful Day soltou um “Ai, ai, ai, ai, tá chegando a hora” e levou mais de 70 mil pessoas a cantar junto. Falou sobre copa do mundo, sobre Lula e despertou vaias quando citou a Argentina antes de uma canção. Discursos desenhados para um repertório de músicas com mais de 20 anos e de discos recentes como All That you Can’t Leave Behind e How to Dismantle an Anatomic Bomb. Estas foram as músicas do dia 20 de fevereiro:
City of Blinding Lights
Vertigo
Elevation
Until The End of the World
New Year’s Day
Still Haven’t Found
Beautiful Day
Stuck in a Moment
Sometimes You Can't Make It On Your Own
Love and Peace or Else
Sunday Bloody Sunday
Bullet The Blue Sky
Miss Sarajevo
Pride in the Name of Love
Where the Streets Have No Name
One
Zoo Station
The Fly
Mysterious Ways
With or Without You
All Because of You
Original of the Species
40



