quarta-feira, janeiro 18, 2006

E todo mundo se mata!!!


Vamos deixar bem claro. A desorganização foi grande, subestimaram os fãs e até mesmo a popularidade de uma banda que é impossível de não ser notada. O senhor Accioly e o senhor Niemeyer acreditaram no que Ronaldinho disse ao Bono: “faz um showzinho no Brasil?" Quanta incompetência. Trataram todos os fãs como gados; colocaram guichês de venda de ingressos (que mais pareciam caixas para comprar ficha de cachorro quente em festa junina) em estacionamentos de supermercados sem a mínima infraestrutura. Este é mais um post de indignação. Já li vários. Eu e meus amigos garantimos a tão falada senha. Será que podemos confiar? Será que teremos os ingressos exatos que discriminamos ao pegarmos a senha? É, está difícil acreditar em senhores capitalistas e desorientados como estes promotores de eventos.
O gerente da loja do Pão de Açúcar, da rua Voluntários da Pátria, em São Paulo, relatou que na hora que o “caldo engrossou” a mulher da produção da Plan Music (Plan do que? Planejamento? Hahahahahah!) simplesmente foi embora e deixou os funcionários da loja com aquele “problemão” nas mãos!
Agora me parece que os ingressos vão ser vendidos no Pacaembu e no Morumbi. Confusão? Ahh! vai ter sim, apesar da infraestrutura melhor dos dois lugares. NO entanto pode ser muito mais tranqüilo. O que me preocupa é esse clima de medo que criaram. Medo de perder ingresso, medo de não ver o Bono, medo de não ir e os amigos irem. É FODA, eu também senti isso! Mas depois das 13 horas de fila esse sentimento não está mais tão forte.
Espero que todos que tentaram comprar ingresso, e não conseguiram, consigam para o dia 21 de fevereiro e bola para frente, porque nem Plan Music, nem Accioly, nem Ronaldinho pagam as contas da gente e não sofrem para ver celebridades que vivem da mesma forma que qualquer ser humano: comem, bebem, vão ao banheiro e também são mal humorados!!! Apesar da fama e do dinheiro!!!!

E vamos subindo a ladeira!!!!

sexta-feira, janeiro 13, 2006

U2


O show do U2 está e ainda vai causar muita polêmica. O preço dos ingressos, cambistas (que a imprensa ainda nem se quer tocou no assunto), a próxima e provável data do outro show (dia 21/02), pagamento do Ecad - e este último, em 1998, foi um dos grandes problemas entre promotores do evento e o escritório de arrecadação (esta matéria da “Isto É” explica o caso). Para todos os fãs, inclusive eu, é necessário precauções para: comprar ingressos, deslocamento até o estádio do Morumbi, levar protetor solar no caso de querer chegar cedo, dinheiro suficiente para pagar de R$ 4,00 ou R$ 5,00 o copo d’água, entre outras preocupações.
O U2 é hoje a maior banda e a que bate os maiores recordes do showbiz planeta. Para quem já assistiu o novo DVD, a teatralidade da composição do show é muito bem montada. Bono Vox é um mestre de cerimônias que praticamente ganha o público ao subir repentinamente no palco. A estrutura do show (mais de 400 toneladas de equipamentos) se transforma em uma máquina de encantos, com telões, grandes cortinas de luzes, que formam imagens específicas para cada canção. São cores que envolvem o público juntamente com a sonoridade. Obviamente que aqueles que irão ao show já estão mais do que entregues a esta magia high-tech dos shows do U2. No entanto, o show é algo único, principalmente se for visto na companhia de alguém especial.

Abraço a todos

quarta-feira, janeiro 11, 2006

De Cara... Bang, Bang, Bangs!


Vou escrever algo breve sobre "Reações Psicóticas". O livro é um conjunto de artigos "fora do cabo" de um dos maiores críticos de Rock: Leste Bangs. Quem? Humm! Caro leitor, você já viu aquele filme do Cameron Crowe, "Quase Famosos" (Almost Famous) e observou aquele personagem que serviu de tutor para o jovem Willian Miller? Aquele cara que pediu para o garoto tomar cuidado com a indústria do "cool" (de como astros do rock queriam parecer legais, descolados e endeusados por fãs na década de 1970)? Se você não viu o filme, recomendo! É um filme legal para os saudosos roqueiros.
Bom, contei isso só para dizer que em Reações Psicóticas (Psychotic Reactions), livro reeditado pela editora Conrad no final de 2005, está recheado do melhor de Bangs. Textos sobre nomes sagrados do rock como Iggy Pop, The Guess Who, Van Morrison, entre outras figuras, mostram uma certa dose de genialidade que é fruto de horas etílicas misturadas a drogas lícitas (e obviamente ilícitas), que faziam revirar idéias únicas na cabeça de um jornalista que, de alguma forma, escrevia com propriedade e sem rasgação de seda à toa.
Obviamente que não podemos provocar um anacronismo comparativo sobre como e o que Bangs escreveu com relação à crítica de música hoje. Foi um período da história do rock que permitiu certas estripulias e trouxe à tona um grande escritor nos moldes do new journalism . Termino de ler esta semana e depois conto o resto com mais detalhes.
Até e subindo a ladeira