terça-feira, agosto 15, 2006

Nhac!!!!!!!


“Tá muito difícil escolher candidato pra presidente!” É isso que escuto nas conversas sobre eleições. Não deixa de ser verdade, mas também não deixa de ser verdade que o brasileiro comum, humilde, com escolaridade até... humm, vai, até o colegial, não consegue filtrar e entender toda a “complexidade” da corrupção que desembarcou no Brasil. Veio de navio. Veio com a ânsia do homem de querer conquistar sempre mais.
Seja ele português, italiano, camaronês, angolano, japonês, alemão. Pode até ter nascido na colônia antes desta baboseira chamada proclamação da republica, deste território sem dono (coisa de milico e elite). A raiz é tão grande e foi tão bem adubado com tanta merda (ai me desculpe a senhora puritana pelo palavriado, mas me responda o que a senhora está fazendo neste blog lendo meu humilde texto!!?
É sem dono sim, ta tudo pra alugar e “nói não vamu pagá nada”, já disse o maluco! Certo quero ver Heloísa Helena presidente do Brasil, peitando latifundiário que é dono de terra com o tamanho da Paraíba e assentando sem- terra e dando toda a infra-estrutura necessária! Ahhh! To pagando pra ver!. O cara de chuchu promover uma reforma descente na educação. E é neste ponto que a vaca num vai pro brejo! Ela já está lá há muito tempo.
Imagina só este povo, um povo “gente fina”, “caloroso”.... por que caloroso!? É claro que é caceta!! Vivemos em um país tropical. Quem é que não tem vontade de tomar banho de cachoeira peladão! Vixi!! Eita!! Somos todos índios! Então, imagina este povo lindo com educação descente, com oportunidades de atingir um nível de conhecimento que possam contribuir para o desenvolvimento tecnológico sustentável. Mas é claro que não. È a mesma ladainha, puta saco, caraio!!! Sem a educação o cara não sabe nem apertar o botão. Por isso tem emprego até para aqueles profissionais “super capacitados” que ajudam os analfabetos a tirar dinheiro do caixa do banco , que também explicam para o pobre coitado que o CPMF é um imposto do governo para ajudar a saúde pública, a educação pública! Que merda! E que bela merda esta tudo que é público! A não ser o Banco do Brasil hein!!!?Bateu Record de lucro em 2005 e em 2006, no primeiro semestre a coisa foi boa também! Aiaiaiai! E o juro continua alto! É, cansa, cansa muito e cada um tem que fazer o melhor que pode! Não podemos parar. Seja de falar, seja de escrever, seja de gritar e agir de alguma forma! Se não esse bagulho engole a gente! Por enquanto só estão arrancando uns pedaços!

segunda-feira, julho 03, 2006

Em ano de Eleição...


...gritamos que a vergonha é a seleção!!!


Venho por meio deste depoimento escarrar tudo o que ouvi e discuti sobre a derrota do Brasil na copa do mundo. Desde que me entendo por gente gosto de futebol. Ainda pequeno ia com meu pai ver o Palmeiras jogar, participei de escolinhas de futebol e gostava de ver jogos com meu avô. Putz!! Era muito legal ver jogo do campeonato Italiano com meu Vô. Aqueles que passavam de domingo na Bandeirantes e depois o almoço era a bela macarronada. Trivial, mas muito legal! Meu sonho era ser jogador de futebol, pelo menos até uns 14 anos de idade. Eu já gostava de Rock’n’Roll, mas jogar bola no canteiro central da avenida onde eu morava era tudo. Até campeonato disputei ali! Era uma vontade de jogar bola, de dormir coma bola, de fazer dela um sonho de consumo uma amiga inseparável.

Essa vontade foi o que faltou para aqueles abastados. Bastados de fortuna e sofredores de amnésia. Se esqueceram o quanto é bom jogar futebol. Tudo bem, jogar com aquela vontade, fazer festa no campo é difícil do jeito que o futebol anda hoje: burocrático demais. O que todos dizem e não deixa de ser verdade: “é muito dinheiro para pouco futebol”. Confessar meu desapontamento é óbvio demais, mas não fiquei de todo triste. Ficaria sim se o Brasil estivesse jogando como naquela partida final da copa das confederações, onde os geriátricos Cafu e Roberto Carlos não deram as caras. Não tinha o Ronaldo tonelada pra ficar pedindo bola no pé!

Agora já foi, só resta para esta imprensa futebolística ficar achando pescoço em mosca para achar erros e mais erros neste fiasco da seleção canarinho. Uns ficam no eterno saudosismo relembrando outras seleções vitoriosas. O que deve ser lembrado é que a palavra time é sinônima (pelo menos no jargão futebolístico) de coletividade e isso sinceramente o Brasil não teve nesta copa. Não houve comando, não mesmo! Ao mesmo tempo que falta mais ousadia, também falta aquela voz, aqueles berros, aqueles palavrões do tipo:

- Puta que pariu, se mexe Ronaldo!! ( isso serve para os dois)

- Porra Roberto Carlos, passa a bola direito!!!

- Cacete Cafu, ta morrendo em campo!!

- Que merda Kaká, você quer o colinho da Mãe porra!!!

E por ai vai!!!

Tivemos exceções, que estão na boca do povo. A defesa!! Eita!! Essa que sempre foi criticada falho pouco e falhou na hora errada. O Dida marcou toca no cruzamento do Zidane!
Bom, chega, tudo bem, daqui quatro anos a euforia volta, todo mundo para de trabalhar mais cedo e mais uma vez nos esquecemos durante um mês de pilantragens do governo, de PCC mandando nas ruas e tudo mais!! É isso ai, continuamos nesta merda toda! E o pior que a gente gosta e se diz um povo feliz! Eita sorriso amarelo! Igual a cor da camisa!!!

terça-feira, junho 06, 2006

Get Back to God Man!!!




De repente escuto um som que nunca tinha ouvido. Meu pai me diz: é um hammond!! Hammond?!! Que é isso!? É um tipo de orgão , um instrumento que deixa o Rock'n'Roll lindo se bem executado!
É, um dos papas da música mundial e execepcianal organista se foi. em coma desde novembro do ano passado, Billy Preston deixa o mundo da música um pouco mais órfão de genialidades.
Desde aquele solo maravilhoso em Get Back dos Beatles, até sua apresentação em toda a turnê de Eric Clapton (do disco Reptile), Preston é exemplo de como um instrumento tão singular deve ser executado com perfeição, sentimento e originalidade. Por isso deixo aqui um recado.

Não sei tocar lhufas deste instrumento. Não tenho nada contra "tecladistas" de plantão, mas aprendi com uma cara uma vez (De la Torre) que existem pianistas e organistas. Tecladista, ahh! Isso é coisa de churrascaria!! (eu já disse, nada contra!)
See ya buddy!!
Get Back to God Man!!!!


ps: e o Billy era os dois, pianista e organista, comprende!!!

terça-feira, maio 16, 2006

No dos outros é refresco


Estou conversando agora mesmo com uma amiga no famoso ‘messenger’. Tem uma coisa me irritando nestes últimos dias. Na verdade já faz tempo mas agora a tampa estourou. Essa mensagens suuuuper legais que essa cambada da internet deixa no messenger. Tipo “Eu odeio hipocrisia”. Quer coisa mais hipócrita do que isso? Bom mas agora é um tal de deixar frases sobre a “onda de violência que abalou o estado de São Paulo”. Meus caros energúmenos da classe média e elite que estão lendo este texto. Não quero propor verdades, mentiras, ou debater sobre o assunto. Quero antes de qualquer discussão, meu caro leitor, dizer...

PUTA QUE PAIRIU SERÁ QUE NINGUÉM SE TOCA CACETE, PORRA, CARALHO! A MERDA TA FEDENDO FAZ TEMPO. É QUE VOCÊ GAROTINHO DE CLASSE MÉDIA ALTA, NO SEU COMPUTADORZINHO BONITINHO NO SEU QUARTO ARRUMADINHO PELA MAMÃEZINHA FICA PASMO QUANDO UM CARA DA PERIFERIA QUEIMA O ÔNIBUS DA SUA EMPREGADA QUE PASSA NA FRENTE DA SUA CASA E CHEGA ATRASADA PARA LAVAR SUA CUECA. (ta to um pouco mais calmo).

É.
É vergonhoso?
É!
É foda?
É!!!!!!

Mas a única coisa que fazemos é fechar as portas, trancar os portões dos grandes condomínios. Iluminar avenidas vazias do centro e largar as vielas dos cantos do mundo escuras. Neste momento uso o avesso do mito da caverna. Temos que ir na direção da escuridão para sabermos sobre a realidade dos fatos.

Não é culpa só dos governos, nem só da polícia, é de todos nós. É simples, todos já sabem, e fazem de conta que não. Ai sim, o mito da caverna, na sua versão original é mais do que perfeito. Para ninguém ficar mais achando que estou descontrolado, e dizendo asneiras, clique no link abaixo e confira se não agimos assim...

http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/corrente_page.htm

Continuo nervoso !!!!!!!!

segunda-feira, abril 17, 2006

Que saco!!!

Poderia deixar aqui registrado um release sobre a gravação do DVD da minha banda. Mas convenhamos, isso seria uma total falta de vontade de escrever algo diferente. Então, caro leitor deste humilde blog, vou contar uma breve história que é mais uma dentre tantas várias de bandas independentes que lutam no cenário imaginário do rock brasileiro. Imaginário? Por que? Horas bolas patavinas, meu caro , minha cara, ser roqueiro de verdade no Brasil é foda. É foda mesmo. Por isso acabei de tirar esse cd chato, que o Emerson Nogueira fez de Beatles, e coloquei o Barão Vermelho pra rolar. Deixa rolar meu caro Frejat.
Olha, esse Emerson Nogueira não é ruim, não é péssimo, putz, é um saco. Ta loco, regravar Golden Slumbers com uma percussão com uma ginga sem graça. Ahh não, que desgraça. Prefiro a versão de tente outra vez do Barão. Ali eu sinto a força do rock embriagada por um naipe de metais soul music. Que arranjo!! Sou da seguinte opinião: musica boa, disco bom é aquele que daqui uns dez anos você escuta e diz – Puta que esse som é foda!
Não sei se com a minha banda vai acontecer isso. Algumas músicas já caíram na graça da moçada. Tem gente que acha que não somos originais. Mas me diga você o que é original hoje. Ahh! Tudo é copia!!! Mas para tudo tem um limite. E esse ‘violãozinho’ do Emerson Nogueira não dá!!! Outros já fizeram versões de músicas dos Beatles aqui na terra do batuque. Até a Rita Lee. Vixi, outra lástima. Eita! Estas versões podem dar com burros n’água.
É por isso e por tantos outras idéias que deixo sempre bem claro que o objetivo da banda NacontraMão é tocar o Rock’n’Roll que muitos conhecem, sem muitos segredos, mas também tentar buscar sempre o máximo de bom gosto e discernimento na composição das letras e das músicas. Isso é difícil. Por vezes somos irreverentes, em outra somos sérios, mas queremos mostrar algo que entendemos muito bem como funciona. A gravação de nosso Dvd têm nos deixando ansiosos e felizes, apesar de, como sempre, termos obstáculos para alcançar o nosso objetivo: a oportunidade de mostrar o nosso trabalho.
E enquanto lutamos para gravar nosso primeiro Dvd, de músicas próprias, continuamos a ouvir algumas mesmices. Mas calma, nem tudo que é mesmice é ruim, é péssimo... só é chato, um saco!!! Até eu sou chato!

ps: este texto eu não revisei e não vou revisar!! Saco!
ps2: acabei revisando, mas... meia boca!!! ha ha ha!

terça-feira, abril 11, 2006

Cinco Mil Compradores na Primeira Edição da Abril Fashion


A movimentação financeira superou positivamente todas as expectativas da organização e de expositores da primeira edição da Abril Fashion. Entre negócios fechados e expectativa de vendas, a movimentação ficou em torno de 15 milhões de reais. Mais de cinco mil visitantes estiveram presentes.
“Vendemos toda mercadoria reservada para a feira e fizemos, pelo menos, 100 novos clientes”, disse o sócio-proprietário da empresa Ysis Lofiel, Edison Dias da Silva. Prova desse sucesso é que a maioria dos expositores já garantiu participação na próxima Abril Fashion e também na Aljóias 2006 - que acontece entre os dias 29 de Agosto e 01 de Setembro.
“Por ser a primeira feira desse tipo, focada em atacadistas e com pronta-entrega, esperávamos comercializar metade do que vendemos; sem contar que os novos clientes corresponderam a cerca de 70% dos visitantes”, disse Janaína Miranda, da Gold Steel.
Para Helena Cássia Oliveira, da Núcleo 2 Eventos, organizadora da feira, o mais importante foi a Abril Fashion ter conseguido estabelecer uma ponte entre moda e acessórios. “Os desfiles de moda utilizando peças dos expositores foi um chamariz que serviu para alavancar ainda mais as vendas”.
Os desfiles, coordenados pelo renomado estilista Dudu Bertholini, apresentaram as últimas tendências Outono-Inverno; aguçando ainda mais os visitantes que procuravam os estandes para garantir a compra das mercadorias. As novidades apresentadas irão compor o visual das mulheres antenadas de todo o País – e também do exterior! –, pois estarão chegando às lojas nos próximos dias.
Humberto Camargo, que freqüenta as mais importantes feiras do setor, ficou agradavelmente surpreso com o resultado de contatos e vendas durante a Abril Fashion. “Em três dias de evento fiz contato com representantes da Itália, Espanha, Guatemala, México e Chile que elogiaram a qualidade do design e a grande variedade de matérias-primas que oferecemos”.A Abril Fashion consolida a cidade de Limeira como a Capital Nacional do Folheado, com mais de 600 indústrias do setor, garantindo emprego para mais de quarenta e cinco mil pessoas, direta e indiretamente.
Assessoria de Imprensa

segunda-feira, março 27, 2006

E VAMOS SACANEAR!!!

SÓ DE SACANAGEM
A cantora Ana Carolina, num dos intervalos de seu show, sacou um papel impresso e leu para a platéia o texto "Só de Sacanagem", de Elisa Lucinda e que diz o seguinte:
"Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vão ser postas à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", " Esse apontador não é seu, minha filhinha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. Só de sacanagem! Dirão:
"Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!"

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

A FORÇA DO U2



Depois de 13 horas de fila para comprar ingressos e de extrema ansiedade até o dia 20 de fevereiro, uma Van lotada de Fãs do U2 partiu de Limeira às 13 horas com destino ao tão sonhado show da banda irlandesa. Dos 14 tripulantes apenas três estiveram no show de 1998 da Turnê Pop Mart. Para os outros amigos era tudo novidade. Mesmo assim ao chegarmos no estádio do Morumbi entramos com muita facilidade pelos portões e a imagem do palco da turnê Vertigo fez com que todos começassem a gritar, aliviar parte daquela ansiedade que insistia em tomar conta de todos. Com direito a dois bis e um final calmo e tranqüilo o U2 mostrou a força de suas canções ao vivo.
Depois da abertura da banda escocesa Franz Ferdinand, que empolgou mais de 70 mil pessoas com hits como Take Me Out e Do You Want To. Um pouco mais de meia hora depois as luzes do Morumbi voltaram a se apagar e no meio da nuvem de fumaça surgiram The Edge, Larry Mullen Jr. e Adam Clayton. “Mas cadê o Bono?” Foi o que ouvi de inúmeros fãs anônimos e precoces. Eu disse: “calma, olha para o meio do povo meu amigo”. E lá estava Bono Vox e sua jaqueta virada do avesso com a bandeira do Brasil estampada. Pronto, ele conquistou a platéia. Conquistou todos. Mas havia algo de errado. O som não estava nítido, não estava forte. Os amigos da excursão já haviam se dispersado então fiquei entre o jornalismo e a felicidade de um fã. Logo de cara sabia que mesmo com o som ruim seria difícil não me entregar àquela magia. Então cantei e ao mesmo tentei observar as inúmeras reações das pessoas à volta.
A primeira música, City of Blinding Lights, do último disco, mostrou a guitarra sem muita definição e no geral, o som estava fraco, sem a potência que pelo menos eu esperava. Para um jornalista e músico isso é fator determinante para atacar de críticas um show. Este foi o único fator abaixo da qualidade que se esperava da estrutura de som montada. Duas torres enormes de som em cada lado do palco com mais outra quantidade de caixas no centro, na altura do palco. Isso foi notado por muitos outros fãs de carteirinha. “Mas e daí?” Foi o que os fãs em geral disseram. Nilton Nacaguma, 35 e Rene Eduardo Zannini, 23, que estiveram no show de 1998 notaram isso, mas não puderam se conter diante da magia de toda aquela parafernália de luz, fumaça e imagens. Tudo se encaixava de forma teatral à presença de palco do U2.
É engraçado descobrir que Bono não sabe tocar direito sua guitarra, e isso até ele mesmo já disse. Mas todos sabem qual é o forte dele. Apesar da idade foi possível notar na música Miss Sarajevo que a potencia vocal do jovem Paul Hewson (verdadeiro nome de Bono) ainda está dentro dele.
O que caracteriza o U2 é soma de singularidades individuais que em conjunto transmitem muita energia. É impossível pensar em U2 sem a linguagem inovadora da guitarra de The Edge, sem o baixo simples, mas extremamente sólido de Adam Clayton e sem a batida extremamente singular de Larry Mullen Jr. Podem não ser individualmente instrumentistas virtuosos, mas este quatro rapazes, com mais de 20 anos de carreira, são sólidos no conjunto e performance de palco. São tão fortes que impressionam até mesmo àqueles que não gostam do som do U2. Músicos como Joe Satriani e a bandas como Dream Theater e Sepultura reconhecem isso. Ambas as bandas regravaram suas músicas. A banda brasileira de trash metal regravou a música Bullet the Blue Sky e o guitarrista Andreas Kisser estava lá para conferir o show.
A crítica deve reconhecer que o U2 deixa, ao longo dos anos de sua existência, canções que perduram e atravessam modismos. Por isso que em 2005 os irlandeses entraram para o Rock’n’Roll of Fame, ao lado de grandes nomes como The Beatles, The Who e The Rolling Stones. Independentemente das causas humanitárias e políticas de Bono, que para muitos serve de propaganda, é fato que hoje eles estão no topo e seus fãs estão renovados. Na caravana de Limeira tinha gente que conhecia as músicas mais recentes, outros as mais antigas e outros que praticamente escutam e vivem tudo do U2 diariamente. Os anônimos que encontramos lá gente que curtiram mais as músicas dos anos 80, outros reconheciam mais as canções da década de 90 e a maioria estava ligada nas canções mais recentes. Eram crianças com 10 anos de idade até “cinquentões” que enfrentaram filas e acamparam na porta do estádio e se divertiram ao som de New Years day, Until the End of World, One, All Because of You e muitas outras. O show do dia 20 de fevereiro, assim como certamente foi o dia 21, mostrou para todos, banda, fãs, promotores, meios de comunicação, o quanto o rock, ainda é forte e possui muito mais de 140 mil seguidores. No final a caravana de Limeira se encontrou e exausta, mas feliz só tinha uma palavra para defini este dia: Inesquecível.
Certamente o U2 não vai fazer tanto corpo mole para voltar ao Brasil. Mas da próxima vez esperamos um pouco mais de organização dos promotores na venda de ingressos e certamente mais shows em outros lugares do país. E fica o aviso, por favor, não subestimem a força da maior banda pop do planeta, muito menos seus fãs.


Roteiro Teatral
A seqüência do show do U2 tem um caráter teatral que é realçado pelas imagens dos telões e pelas luzes espalhadas por todo o palco e estádio. No show do dia 20 o U2 tocou 23 canções. Bono tocou um pedaço de Norwegian Wood dos Beatles e disse várias coisas em português. Antes de Beautiful Day soltou um “Ai, ai, ai, ai, tá chegando a hora” e levou mais de 70 mil pessoas a cantar junto. Falou sobre copa do mundo, sobre Lula e despertou vaias quando citou a Argentina antes de uma canção. Discursos desenhados para um repertório de músicas com mais de 20 anos e de discos recentes como All That you Can’t Leave Behind e How to Dismantle an Anatomic Bomb. Estas foram as músicas do dia 20 de fevereiro:
City of Blinding Lights
Vertigo
Elevation
Until The End of the World
New Year’s Day
Still Haven’t Found
Beautiful Day
Stuck in a Moment
Sometimes You Can't Make It On Your Own
Love and Peace or Else
Sunday Bloody Sunday
Bullet The Blue Sky
Miss Sarajevo
Pride in the Name of Love
Where the Streets Have No Name
One
Zoo Station
The Fly
Mysterious Ways
With or Without You
All Because of You
Original of the Species
40

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Muchas Gracias por su Bagunça!!!



Vamos forçar a barra! Já acordei de cara para a TV para saber se eles quatro já tinham chegado. Ótimo. Mas calma caro leitor. Para quem me conhece pode estar pensando: mas o Bono não chegou ainda!! Eu sei, o U2 só chega no sábado ainda não está pronto no Cícero Pompeu de Toledo. Mas não queria informações sobre os Irlandeses e sim sobre seus vizinhos, The Rolling Stones. É, a múmia rock do Keith está aqui, junto da Lombriga Jagger. Opa!! Tirar um sarro é legal, mas fica a ressalva, eu gostaria de ser um Rolling Stone e jogar lascas de casaca de banana da cobertura do Copacabana Palace! É, já que taxaram nós rockers de desordeiros!!
Mas a história não é bem assim não, e não cabe ficar dizendo que somos bonzinhos, pessoas ‘super sensíveis’ e carinhosas. Bull Shit!!! A gente faz careta e também gosta de uma boa bagunça. E quem não gosta? Até a prefeitura do Rio gosta. Para arrumar um show desses só armando uma tremenda bagunça. Uma bagunça boa e regada a que?! Ahh!! Me responda!! ROCK ‘N’ ROLL. Que inveja devem estar esse povo que pensa que o Brasil é só carnaval. É, a uma semana do Carnaval, quem vai fazer o maior barulho e a melhor bagunça aqui na terra da ‘mistureba’ são os Rolling Stones, e de quebra tem U2 na segunda e terça para liquidar Abadás, trios e festas recheadas de carnaval enlatado. Vale me Deus!! Carnaval já foi bem melhor do que essa coisa de hoje. Agora o Rock ‘n’ Roll dos Stones. Não é a toa que o novo disco se chama “A Bigger Bang”!!! Que estouro!!!!
Dizem que nosso país é uma eterna bagunça, será? Se for fico com a Bagunça dos Stones e segunda vou fazer bagunça lá no Morumbi. Quanto ao carnaval? Só volto a fazer bagunça quando o Paulinho voltar a escrever samba para a Portela. Essa sim era bagunça boa!! No final todo mundo entra na dança e até Satisfaction fica em ritmo de samba! Da para acreditar?!!!
The Rolling Stones: Esses caras são a prova viva que o Rock ‘n’ Roll não vai morrer mesmo!!!

E continuamos na ladeira!!!

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

É tarde?


É tarde, tarde para aqueles que ficam somente esperando o Big Brother e depois dormem o sono dos desacordados. Vão sonhar com carros velozes, mulheres estonteantes, ilhas paradisíacas e se esquecem de alimentar o espírito e a mente de algo substancial. Assisto dois programas que devem ser melhor observados por telespectadores inertes. Poxa!! Inventaram o controle remoto para que? Vamos “zapear”! Caros, precisamente estou escrevendo sobre o “Todo Seu” e o “Sr. Brasil”, respectivamente programas da TV Gazeta e TV Cultura. Não são fora do comum, mas, são essencialmente instrutivos e de conteúdo muito mais trabalhado que a mesmice da programação televisiva em horários de maior audiência.
Se o propósito, no ambito da literatura, por meio de autores como Mario de Andrade e de estudiosos como Antonio Cândido era descobrir ou discutir a identidade cultural brasileira, estes programas o fazem. A sua maneira e de formas diferentes, mas de alguma forma contribuem para a preservação de uma identidade cultural. A televisão é o meio de comunicação mais forte hoje. Desta forma, difundir o que há de melhor e original da cultura brasileira,tem a responsabilidade, dentre muitas outras, de reconhecer no povo que habita esta terra continental, suas peculiaridades e o que há de mais brasileiro na essência de uma nação que surgiu do encontro de muitas outras.
O Programa de Ronnie Von, “Todo Seu”, sempre destaca o melhor da música popular brasileira e resgata grandes nomes esquecidos junto de nomes novos que são fruto da força de intérpretes como Elis Regina e Jair Rodrigues; de compositores como João Bosco e Belquior. São pinceladas de bom gosto e atenção diante de uma programação televisiva massificante e tediosa.
Na TV cultura, por mais que os programas educativos possam servir a esta finalidade, há algo que se sobressai e também está encaixado em um horário pouco convidativo para aqueles que cedo precisam acordar. Sr, Brasil é apresentado por Rolando Boldrin, que ao meu ver dispensa comentários. Quem? Rolando Boldrin caro leitor e espectador de telenovelas. Aquele simpático senhor da propaganda de cimento, aquele cimento que cola. Pena que o programa não cola muito na cabeça dos antenados em saber quem vai para paredão, quem morre na próxima cena, quem casou com quem. Sr. Brasil é um primor ao mostrar como música erudita e viola caipira foram feitas uma para a outra. É escutar o som do Brasil de forma singela enquanto alguns “causos” (pequenas histórias divertidas) são contadas pelo apresentador ou pelos seu convidados. Confira.
Uma pena que ambos os programas passem praticamente no mesmo horário. Quanto disperdício!!!!
- Sr. Brasil - No ar todas as terças-feiras as 22 hs. e reapresentação aos domingos 11 hs.
- Todo Seu – No ar de segunda à sexta às 22 hs.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Pontos e Contornos!!!




Dizer que me lembro do primeiro dia de aula é muito fácil. Estava de cara amarrada, no meio de várias pessoas desconhecidas, mais novas e sentindo que não seria fácil aturar aquela molecada. Santa ignorância, o moleque sou eu!!! É certo que tenho meus momentos de seriedade, mas tem hora que é um saco ser adulto. Mantive minha postura de “primo mais velho” por alguns meses. No entanto percebi que consegui maturidade em quem achava que não tinha (apesar de todos nós continuarmos um pouco molecas e moleques!!).
A cara sisuda foi se esvaindo ao longo dos meses, semestres e quando abri meu coração, já não tinha mais jeito. Contei tudo sobre minha vida, sobre meus medos, para alguns acredito que foi até entediante. Fiz daqueles que achei que fossem moleques meus conselheiros e confidentes. Ajudaram-me e ajudei da melhor forma possível. Decepcionei e fiquei desapontado. Mas convenhamos, isso não é a vida? Isso não é trocar experiências e observar em cada momento ridículo que há algo de muito importante que não enxergamos?
O relacionamento foi construído com discussões. Acordos e desacordos. Este campo aberto de ilusões, receios e antíteses de sentimento criou algo único. Uma amizade que por mais frágil que possa parecer pode fazer rolar, mesmo que pequena, uma lágrima de saudade dos nossos corações ao vermos uma vez, daqui tantos anos, uma foto jogada no fundo de uma gaveta. Uma foto eterna de moleques, molecas, homens e mulheres, que buscaram a cada dia de estudo e companheirismo estudantil serem pessoas boas. Nada mais do que isso, serem bons. Na alma, no espírito, no sorriso, na amizade, no amor entre seres humanos. Amigos, amar, com certeza palavras de uma mesma raiz etimológica.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

"Eles são o samba"!!!!!!!!


Já faz mais de uma semana que voltei de uma viajem muito boa. O melhor do passeio foi ter visto algo tão autêntico e tão refinado da música brasileira. Eles, no surgimento era sete distintos rapazes com vocalização e instrumentos que destoam da mesmice, da mediocridade de grupos de samba e pagode de hoje. Empresto aqui as primeiras palavras de um samba de Zé Kéti só para dizer: “Eles são o Samba”. O samba paulistano, do Brás, do Bexiga, da Lapa e de tantos outros caminhos da terra da garoa. O Samba dos Demônios da Garoa. E foi justamente em um fim de tarde de garoa, fina, que o refinamento do samba esteve presente no centro de Caraguatatuba.
O dia do aposentado. Senhores e senhoras nas suas cadeiras, junto de crianças, adolescentes e jovens, encantados com uma cadência do que há de mais extraordinário na música: A MÚSICA! E só. E só?! É. Para que ficar rebolando e colocando gel no cabelo? Para que? Cantar todos em uma só voz, sem fazer uma terça, uma segunda, ou até mesmo uma simples oitava. Quanta incompetência. É assim que muitos garotinhos, “fortinhos”, de “regatinha” conseguem atenção. Ninguém fica arrepiado com uma virada de “tantan”, quando a atenção está voltada para os músculos do “tocador de bumbo”. É. Essa molecada, muitos grupos de samba e pagode são tocadores de bumbo.
Agora aplaudir a música, o samba, executado com maestria, simplicidade e refinamento é entender que não é preciso esteróides para tocar um “treme terra”, um pandeiro, um tamborim e muito menos para descobrir os baixos certos em um violão de sete cordas.
Esse é o samba! Aquilo que impressiona por sua beleza enquanto música de um povo alegre e que canta e sabe, com certeza sabe que não é força e sim um jeitinho brasileiro pra batucar.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

E todo mundo se mata!!!


Vamos deixar bem claro. A desorganização foi grande, subestimaram os fãs e até mesmo a popularidade de uma banda que é impossível de não ser notada. O senhor Accioly e o senhor Niemeyer acreditaram no que Ronaldinho disse ao Bono: “faz um showzinho no Brasil?" Quanta incompetência. Trataram todos os fãs como gados; colocaram guichês de venda de ingressos (que mais pareciam caixas para comprar ficha de cachorro quente em festa junina) em estacionamentos de supermercados sem a mínima infraestrutura. Este é mais um post de indignação. Já li vários. Eu e meus amigos garantimos a tão falada senha. Será que podemos confiar? Será que teremos os ingressos exatos que discriminamos ao pegarmos a senha? É, está difícil acreditar em senhores capitalistas e desorientados como estes promotores de eventos.
O gerente da loja do Pão de Açúcar, da rua Voluntários da Pátria, em São Paulo, relatou que na hora que o “caldo engrossou” a mulher da produção da Plan Music (Plan do que? Planejamento? Hahahahahah!) simplesmente foi embora e deixou os funcionários da loja com aquele “problemão” nas mãos!
Agora me parece que os ingressos vão ser vendidos no Pacaembu e no Morumbi. Confusão? Ahh! vai ter sim, apesar da infraestrutura melhor dos dois lugares. NO entanto pode ser muito mais tranqüilo. O que me preocupa é esse clima de medo que criaram. Medo de perder ingresso, medo de não ver o Bono, medo de não ir e os amigos irem. É FODA, eu também senti isso! Mas depois das 13 horas de fila esse sentimento não está mais tão forte.
Espero que todos que tentaram comprar ingresso, e não conseguiram, consigam para o dia 21 de fevereiro e bola para frente, porque nem Plan Music, nem Accioly, nem Ronaldinho pagam as contas da gente e não sofrem para ver celebridades que vivem da mesma forma que qualquer ser humano: comem, bebem, vão ao banheiro e também são mal humorados!!! Apesar da fama e do dinheiro!!!!

E vamos subindo a ladeira!!!!

sexta-feira, janeiro 13, 2006

U2


O show do U2 está e ainda vai causar muita polêmica. O preço dos ingressos, cambistas (que a imprensa ainda nem se quer tocou no assunto), a próxima e provável data do outro show (dia 21/02), pagamento do Ecad - e este último, em 1998, foi um dos grandes problemas entre promotores do evento e o escritório de arrecadação (esta matéria da “Isto É” explica o caso). Para todos os fãs, inclusive eu, é necessário precauções para: comprar ingressos, deslocamento até o estádio do Morumbi, levar protetor solar no caso de querer chegar cedo, dinheiro suficiente para pagar de R$ 4,00 ou R$ 5,00 o copo d’água, entre outras preocupações.
O U2 é hoje a maior banda e a que bate os maiores recordes do showbiz planeta. Para quem já assistiu o novo DVD, a teatralidade da composição do show é muito bem montada. Bono Vox é um mestre de cerimônias que praticamente ganha o público ao subir repentinamente no palco. A estrutura do show (mais de 400 toneladas de equipamentos) se transforma em uma máquina de encantos, com telões, grandes cortinas de luzes, que formam imagens específicas para cada canção. São cores que envolvem o público juntamente com a sonoridade. Obviamente que aqueles que irão ao show já estão mais do que entregues a esta magia high-tech dos shows do U2. No entanto, o show é algo único, principalmente se for visto na companhia de alguém especial.

Abraço a todos

quarta-feira, janeiro 11, 2006

De Cara... Bang, Bang, Bangs!


Vou escrever algo breve sobre "Reações Psicóticas". O livro é um conjunto de artigos "fora do cabo" de um dos maiores críticos de Rock: Leste Bangs. Quem? Humm! Caro leitor, você já viu aquele filme do Cameron Crowe, "Quase Famosos" (Almost Famous) e observou aquele personagem que serviu de tutor para o jovem Willian Miller? Aquele cara que pediu para o garoto tomar cuidado com a indústria do "cool" (de como astros do rock queriam parecer legais, descolados e endeusados por fãs na década de 1970)? Se você não viu o filme, recomendo! É um filme legal para os saudosos roqueiros.
Bom, contei isso só para dizer que em Reações Psicóticas (Psychotic Reactions), livro reeditado pela editora Conrad no final de 2005, está recheado do melhor de Bangs. Textos sobre nomes sagrados do rock como Iggy Pop, The Guess Who, Van Morrison, entre outras figuras, mostram uma certa dose de genialidade que é fruto de horas etílicas misturadas a drogas lícitas (e obviamente ilícitas), que faziam revirar idéias únicas na cabeça de um jornalista que, de alguma forma, escrevia com propriedade e sem rasgação de seda à toa.
Obviamente que não podemos provocar um anacronismo comparativo sobre como e o que Bangs escreveu com relação à crítica de música hoje. Foi um período da história do rock que permitiu certas estripulias e trouxe à tona um grande escritor nos moldes do new journalism . Termino de ler esta semana e depois conto o resto com mais detalhes.
Até e subindo a ladeira